A convite da Direção-Geral da Educação, o CDI Portugal e o Apps for Good no Reino Unido juntaram-se e lançaram o piloto em Portugal em Janeiro de 2015. Chegámos a 16 escolas públicas de todo o país envolvendo cerca de 300 alunos e 32 professores que desenvolveram um total de 56 aplicações ou protótipos em benefício da sua própria comunidade.

Em Portugal este projeto é apoiado pela Direção-Geral da Educação, contando com a Fundação Calouste Gulbenkian e Microsoft como principais financiadores. A Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) acompanham o projeto como parceiros Institucionais garantindo a ligação do programa ao mundo profissional.

Ver Relatório de Avaliação e Impacto Apps for Good 2014-2015

A aplicação móvel EBSSA + Especial, desenvolvida pelos alunos da Escola Básica e Secundária de Santo António, no Barreiro, foi a grande vencedora do projecto piloto Apps for Good, cujo objectivo é estimular jovens a aplicar o potencial da tecnologia para transformar as comunidades nas quais se inserem. O evento final do programa decorreu, dia 11, na Fundação Calouste Gulbenkian.

A app vencedora foi concebida a pensar nas pessoas que têm dificuldade em comunicar, tais como jovens e adultos com autismo, portadores de trissomia 21 ou vítimas de um acidente vascular cerebral. A solução encontrada baseia-se em imagens, organizadas por temas, às quais estas pessoas podem recorrer para se expressar. Além disso, a aplicação inclui ainda um jogo didático, dados sobre os cuidados de saúde de cada utilizar ou contactos de emergência.
Durante o evento final do projecto Apps for Good, foram premiadas outras duas aplicações criadas por alunos entre os 10 e os 18 anos. O segundo lugar foi conquistado pela app SOS Sénior da Escola D. Sancho II de Alijó, que foi também a aplicação favorita do público, vencendo o prémio “Melhor App – A Escolha do Público”. Esta aplicação móvel destina-se a pessoas que sofrem de “mobilidade reduzida, isolamento, doenças crónicas e diminuição das capacidades físicas e mentais”. Além de botões que, à distância de um clique, estabelecem ligação com o número de emergência nacional e de alerta para toma de medicação, inclui um teclado de marcação rápida e ferramentas úteis como lanterna, alta-voz, Skype, rádio ou meteorologia.
O Meu Curso, da Escola Seomara da Costa Primo, na Amadora, por seu turno, ficou em terceiro lugar nesta competição. Tendo em conta que muitos alunos tinham dificuldade em, por exemplo, ‘decorar’ as classificações finais obtidas nos 100 módulos integrados num curso profissional lecionado nesta escola, esta app móvel permite introduzir, entre outros, as várias notas ou as datas dos testes, melhorando a organização.
Ao todo o projecto piloto Apps for Good contou com a participação de cerca de 300 alunos e 32 professores de 16 escolas portuguesas que conceberam um total de 50 aplicações. À escala global, este programa nascido no Reino Unido engloba cerca de 23 mil alunos de 680 escolas de Portugal, Espanha, Reino Unido e EUA.
Para João Baracho, director executivo do CDI Portugal, entidade responsável pelo Apps for Good em território nacional, neste projecto de educação para a cidadania, não se trata apenas de construir aplicações móveis, mas também de “promover a sustentabilidade e melhorar o mundo em que vivemos”.
“O Apps for Good faz todo o sentido. Este trabalho revela bem a capacidade de trabalho e dinamismo das escolas portuguesas. Os jovens, sendo bem orientados, fazem coisas fabulosas”, destacou Fernando Reis, secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, lembrando que “Portugal tem já uma grande tradição e vários exemplos de projectos educativos na área da tecnologia”.

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